Domingo, 28 de Outubro de 2007
Publicado no Expresso do passado dia 20:
«O facto dos créditos concedidos [pelo BCP a Filipe Jardim Gonçalves] serem muito elevados face aos capitais destas empresas é uma das questões que tem sido levantada por alguns accionistas. Tal como o facto de o advogado que defendeu Filipe Jardim Gonçalves, José Alves Mendes, ser ao mesmo tempo advogado do BCP, amigo de Jardim e sócio de um dos irmãos de Filipe (Rodrigo Jardim Gonçalves), num escritório de advogados. Carlos Picoito, que estava na assessoria jurídica do banco, foi quem tratou desta dívida

Há na Ordem silêncios ensurdecedores...


publicado por Nicolina Cabrita às 01:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Reparei, hoje, que a actualização das notícias nos sites dos candidatos a bastonário parou no dia 17 de Outubro, pelo que ao contrário do que é habitual, não há qualquer referência ao que se passou no debate realizado no Porto, no passado dia 18. Encontrei, apenas, uma alusão a esse debate num demolidor artigo de opinião, publicado no Jornal de Negócios. E o que li fez-me pensar que esta ideia de ir debater para a televisão é capaz de não ser assim tão boa...


publicado por Nicolina Cabrita às 01:44 | link do post | comentar

Domingo, 21 de Outubro de 2007
No Portal da Justiça o Governo anuncia, ufano, que já foram constituídas mais de 35.000 "empresas na hora", 1.667 durante o mês de Setembro, a uma média diária de 83,4, com o tempo médio de 46 minutos e 12 segundos (cfr. aqui).

Pensei que tanto ênfase na constituição de novas empresas deveria significar alguma coisa boa, ao nível da situação económica, e fui à procura de dados mais concretos.

"De acordo com o inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito realizado no final de Setembro de 2007 aos cinco grupos bancários portugueses integrados na amostra, os critérios de aprovação de empréstimos ao sector privado não financeiro ter-se-ão tornado mais restritivos no terceiro trimestre do ano, por comparação com o trimestre anterior. O aumento do custo de financiamento e maiores restrições de balanço dos bancos, bem como a deterioração dos riscos apercebidos foram os factores apontados pelos bancos como indutores da maior restritividade dos critérios. A concorrência entre instituições bancárias terá contribuído para conter o aumento reportado na restritividade dos critérios de concessão de crédito, especialmente no segmento dos empréstimos a particulares para consumo e outros fins " refere o Banco de Portugal, no relatório sobre os indicadores de conjuntura, datado do corrente mês.

Pensei no ministro Costa e lembrei-me de Pirro, general grego, que às felicitações pela vitória conseguida em Ásculo respondeu: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido." :-)

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publicado por Nicolina Cabrita às 19:50 | link do post | comentar

Sábado, 13 de Outubro de 2007


"Tinha eu nove ou dez anos, fomos viver para umas pequenas vivendas na Quinta da Lomba, ao pé do Barreiro, onde tinha aberto uma fábrica de mármores. Foi também para lá viver um casal que ninguém sabia de onde vinha e que tinha dois filhos. A mulher nunca chamava o marido pelo nome e eu, um dia,perguntei ao meu pai quem era aquele senhor. «O vizinho não pode dizer o nome porque é político e a polícia não pode saber que mora aqui». Começámos a chamar-lhe «o vizinho político!». Ele e o meu pai ‘faziam’ as colectividades de recreio de Almada e do Barreiro. No intervalo do baile, eu transformava-me na animadora e recitava poemas infindáveis – parecia uma boneca de corda! Mas as pessoas gostava muito e choravam...Os poemas tinham todos uma moral muito intensa". (Catalina Pestana, em entrevista ao Sol)

Eu nasci no Barreiro, na Rua João de Deus, e também sou filha de um natural de Beja, que veio para o litoral, com cinco anos, nas primeiras revoadas de migração do interior alentejano, e que depois casou com uma neta de outro alentejano, que eu me lembro de ir visitar à Quinta da Lomba, onde ele vivia numa pequena casinha.

Conheci bem essa cultura operária, sindicalista e anticlerical, que produziu gente rija, vertical, gente de causas. Gente que não cede ao medo, que não verga, que não transige. Íntegros. Desassombrados. Admiráveis.


publicado por Nicolina Cabrita às 23:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Li aqui que "O candidato a bastonário Menezes Leitão demitiu-se ontem de vice-presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados em protesto pela 'atitude incorrecta e tratatamento discriminatório das diferentes candidaturas' às eleições."

Pergunta esta "loura":

Que pensar de um advogado, candidato a bastonário, que não consegue levar o órgão, do qual é vice presidente, a respeitar um princípio que a todos parece óbvio?

Pergunta ainda mais burra:

Será que tentou? Ou, confrontado com o facto, limitou-se a bater a porta, com estrondo?


publicado por Nicolina Cabrita às 20:21 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

"Há uns anos fui convidado pelo Centro de Estudos Judiciários para fazer uma pequena prelecção sobre Deontologia e Magistratura.
No final, em período de debate, um senhor magistrado questionou-me dizendo que aquele não era um tema pertinente ao desempenho das magistraturas já que a deontologia destas estava vertida nos diversos códigos de processo.
Com efeito, a quem lida com códigos, é por vezes difícil perceber que há mais vida para além deles, que há mais regras para além das que neles constam.
Com efeito, a quem lida com códigos e tem deles a noção pragmática que o quotidiano impõe, não é fácil conceber um acervo de princípios que se radicam na ética e que não gozam do imediatismo da sanção.
À pergunta “É razoável estabelecer princípios de conduta para um serviço público sem eficácia jurídica?”, responderei, inequivocamente, que sim." (...)

(excerto do discurso do Director da Polícia Judiciária, na sessão de abertura do curso de coordenador de investigação criminal)

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publicado por Nicolina Cabrita às 01:07 | link do post | comentar

Domingo, 7 de Outubro de 2007
"O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, foi obrigado a produzir com carácter urgente uma directiva em que, na prática, manda aplicar o antigo Código de Processo Penal, no que diz respeito à nomeação de advogado para defesa de um detido ou de um arguido. É que a nova lei, se interpretada à letra, retirava ao arguido qualquer hipótese de vir a ser defendido na fase de inquérito, uma lacuna considerada muito grave", afirma o JN.

Desconfio que alguém esqueceu que a portaria prevista na nova lei do apoio judiciário ainda não está em vigor :-)

Razão tem quem afirma que estamos a viver o 15-9 judiciário.

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publicado por Nicolina Cabrita às 23:46 | link do post | comentar

Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007
in DE 3-10-2007


publicado por Nicolina Cabrita às 23:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
Quem sou e porque aceitei integrar a lista de JAB ao Conselho Superior da OA: aqui.


publicado por Nicolina Cabrita às 02:32 | link do post | comentar

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